segunda-feira, 7 de setembro de 2009

SALVE A NATUREZA HUMANA - De Vampiros e de Anjos

SALVE A NATUREZA HUMANA

De Vampiros e de Anjos



Tenho utilizado a internet ultimamente como uma grande brincadeira, me revesando entre orkut, blogs e Twitter e vejo algumas coisas interessantes, mas na grande maioria são idiotices curiosidades falsas (fakes), pseudo celebridades, vãs tentativas de alguns para conseguir engajamento dos internautas em causas políticas ou politiqueiras, e até notícias em tempo real.

Observo tudo, como se estivesse na janela de minha casa, vendo todo esse movimento lá fora, mas no aconchego da minha sala, sem me posicionar ou expressar minha opinião pessoal, mas no último domingo, ao ver a notícia do espancamento sofrido pelo escritor Kizzy Yzatis, (Cristiano Marinho), e pela poeta e cineasta Liz Vamp (Mariliz Marins – Filha do cineasta Jose Mojica Marins o “Zé do Caixão”), resolvi me posicionar. Até por que, ao visualizar o vídeo feito pelo Kizzy, onde aparece o estado em que ficou seu rosto após a agressão dos funcionários do bar, além de revoltada com a imensa covardia, fiquei muito assustada, pois imaginei que eu e minha filha poderíamos também ter sofrido tais agressões, pois somos amigas dos dois e planejávamos ir comemorar o aniversario da Liz, que é no mesmo dia que o meu, o que só não aconteceu pelo fato de eu estar me recuperando de uma cirurgia.

O que me motiva a esse desabafo, é o fato de que vejo o risco de atribuírem as bárbaras agressões sofridas pelos escritores, que por uma questão de identidade literária se intitulam e se vestem de “Vampiros”, como uma manifestação de intolerância religiosa. O que seria um grande equivoco, e só fomentaria mais as divergências e intolerâncias que todos nós procuramos dissipar através da nossa arte.

Expresso aqui meu testemunho mais sincero sobre as pessoas que tão bem conheço: Cristiano Marinho, (Kizzy Yzatis) a quem conheci ainda menino com 13 anos de idade através de minha amizade com sua irmã Alessandra Marinho, então minha colega de faculdade.
Kizzy sempre foi um garoto altamente inteligente e talentoso além de ser realmente muito diferente da grande maioria de rapazes que vemos por aí, pois sua educação e gentileza são fruto de uma relação familiar de profundo amor. Infelizmente as pessoas só conseguem ver através do estereótipo que ele criou, talvez até mesmo como defesa contra mentes e corações tão endurecidos que encontrou pela vida afora.

A Mariliz Marins (Liz Vamp), eu conheci um pouco antes de conhecer o Kizzy, quando participei de um concurso literário organizado por ela e fui uma das classificadas, por esse motivo a considero minha “madrinha literária”. Nas sessões de autógrafos do livro, conheci o Zé Mojica, a irmã da Liz e passei a ter contatos esporádicos com ela, o que me possibilitou perceber esse encanto de pessoa que ela é, além de ser muito elegante e super competente. A Liz foi muito importante para mim naquele momento, pois foi através da sua iniciativa que uma "Dona de Casa" de São Miguel Paulista, que gostava de escrever, acreditou que podia, e seguiu em frente, trilhando hoje os íngremes caminhos da literatura no Brasil e tentando influenciar positivamente outros, como ela fez comigo e como creio que indiretamente devo ter influenciado ao Kizzy ao contar pra ele em uma noite, em frente à Faculdade São Francisco, historias sobre o Alvarez de Azevedo e ao dedicar a ele em 1999, a poesia “grande Ser” de meu livro.

Hoje sou apostólica, e alguns me perguntam se não é contraditório, _ como é possível ser amiga desses “Seres Vampiros”, sendo evangélica?

Eu respondo com muita tranqüilidade, que primeiramente nós somos pessoas, seres humanos, antes de sermos qualquer rótulo, e que cada pessoa tem o direito de vestir-se como quiser, acreditar no que quiser, por que o que importa não é o que está fora. O que importa é o coração, as boas intenções, a competência, o que há de melhor dentro da pessoa.

Pena que poucas pessoas queiram parar só um pouquinho no seu egoísmo para tentar ver realmente como somos em nosso interior. Estão todos muito ocupados julgando as aparências, muito assustados com tudo que não se conhece.


Creio que tenha sido esse o caso dos homens que agrediram o Kizzy e a Liz, eles não são intolerantes religiosos não! Eles são apenas pessoas que sentem medo do que não têm coragem de ser, e não conseguem entender, pois têm uma visão muito diminuta da vida, por isso eles acham mais fácil agredir, bater, matar e destruir.

Se Cristo estivesse vivendo nos dias de hoje, talvez ele sofresse as mesmas agressões, pois com certeza estaria andando com pessoas puras de coração, e eu creio que essas pessoas seriam consideradas “esquisitas” pela grande maioria.

Parece que em mais de 2 mil anos a humanidade não evoluiu em muita coisa.

Crucificação, Inquisição, Caça aos Vampiros, Espancamentos, Agressões...


Katia Martins

2 comentários:

  1. Sempre me esqueço que nos conhecemos ha tanto... desde lá longe. (ai) *dor*... Mas é isso aí, Kátia. Aquilo que não nos mata...

    Obrigado pelo apoio, estimo melhoras pela sua cirurgia.

    beijos do amigo de hoje e sempre
    kizzy

    ResponderExcluir
  2. Sempre me esqueço que nos conhecemos ha tanto, desde lá longe. (ai) *dor*... Mas é isso aí, Kátia. Aquilo que não nos mata...

    Obrigado pelo apoio, estimo melhoras pela sua cirurgia.

    beijos do amigo de hoje e sempre
    kizzy

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