terça-feira, 4 de agosto de 2009

POESIA E LOUCURA

Copiei esta postagem do blog do Bruno Gagliasso, achei interessante repassar.




O Auto-Retrato

No retrato que me faço
traço a traço
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore…

às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança…
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão…

e, desta lida, em que busco
pouco a pouco
minha eterna semelhança,

no final que restará?
um desenho de criança…
corrigido por um louco!
Mario Quintana

Aqui estão alguns quadros pintados pelo Tarso que aparecerão nas próximas cenas da novela. Junto, um poema de Mario Quintana que parece ter sido feito por encomenda para este momento de Tarso.

A pintura do auto-retrato ajuda muito a expressar a diferença entre o que você é, como você se vê e como você acha que é visto pelos outros. Paradoxos que afligem todos nós, portadores de transtornos mentais ou não.

Como vocês percebem isso? Como essas imagens são criadas? Como lidar com isso?

Um beijo a todos

Bruno

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